“CARA A CARA”

Relato de J.P, Mato Grosso do Sul

No ano de 2008 quando morei no interior de SP para estudar, tive um sinal “cara a cara” mesmo, foi num ensaio regional.

Em determinando momento o regional que nunca vi na vida pediu que eu ficasse de pé, como a igreja estava lotada todos se entre olharam para ter certeza e ele disse: Você ai na ponta, de terno azul marinho, e confirmou para mim que era eu. Fiquei em pé (tremendo, é claro) e pediu o hino 134 – Eu desejo Senhor (hinário 4) e começou a falar mais ou menos assim: “Não importa o que você passa, e como você entrou aqui. O inimigo fez de tudo para que você não estivesse aqui hoje (e era verdade, na hora de sair meu instrumento estragou e fui orar, quando levantei da oração era como se não tivesse tido nenhum problema), mas ele sabia que Deus tinha um recado pra você. Deus te manda falar que não importa o que dizem, e que sempre que você bater na porta (bateu 3 vezes na tribuna) mesmo que seja sem forças, fraco ele vai estar sempre pronto a te ouvir.”

Depois disso pediu que eu tocasse sozinho a primeira estrofe, comecei a tocar e a igreja manifestou grandemente a virtude, ele pediu que eu não parasse de tocar e a organista entrou tocando comigo o hino 134 inteiro em meio a uma igreja manifestando a promessa. Foi muito lindo, depois disso fui e sou bem mais feliz comigo mesmo. Guardo esse dia com muito carinho, tenho as fotos desse dia e sempre que desanimo me lembro do recado que Deus me deu.

Portanto não desanimem de Deus, às vezes, somos nós que se afastamos dele. Acreditemos em um Deus piedoso, que nos criou para sermos Seus filhos.

2 thoughts on ““CARA A CARA”

  1. Em 2008/2009 também tive um bonito sinal.
    Estudava e morava fora e havia acabado de me oficializar como violinista (em novembro de 2008). Mas logo no início de 2009, no dia 10/01, eu ia até a rodoviária da cidade onde estudava/estagiava para embarcar no ônibus para ir à minha cidade natal, congregar. Saindo da rodoviária, do ônibus vi um moço por quem me afeiçoei e, a partir daí, fui chorando e “reclamando” com o Senhor, pelo fato de eu ser diferente dos demais irmãos, por desejar “coisas” diferentes, por (embora ter um testemunho impecável aos olhos de todos) sentir aquilo que (aos olhos de todos) era a maior abominação imaginável. Eu queria, durante todo aquele trajeto, desistir de ser músico e pensava comigo que seria bom se eu fosse à igreja apenas para congregar, sentar no último banco sem ser visto nem percebido por ninguém. Esse era meu desejo, me tornar invisível em lugar de um “moço exemplar” (como até hoje sou visto, embora ainda ninguém saiba sobre minha homoafetividade).
    Com esse propósito ou desejo de me tornar invisível, ao chegar na rodoviária da minha cidade e descer do ônibus, esperava para pegar a mala do bagageiro quando, em frações de segundos, alguém (um homem ou um irmão) passou por mim, tocou em meu ombro e, sem parar de andar rapidamente, disse apenas estas palavras “Músico do Senhor Jesus!”. Ele entrou rapidamente no ônibus sem entregar passagem alguma, e dizendo algo como que em línguas (não consegui discernir o que ele falava tão pouco ver o rosto dele). Eu nunca poderei contar este testemunho na igreja. Também não posso afirmar que foi um anjo (embora eu creia muito nisso). Mas senti a virtude, uma alegria bastante grande, tive que me conter para não falar em línguas, e também para não chorar.

    Deus tem um propósito muito grande, um plano de salvação muito maior do que o que podemos imaginar. Não critico os irmãos por não compreenderem, entre tantas coisas, a homoafetividade (ou homossexualidade). Mas creio que a diversidade (não apenas em relação à sexualidade, mas toda a diversidade, inclusive de crenças e pensamentos) faz parte desse propósito divino. Afinal, se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? E se todo o corpo fosse ouvido, como enxergaríamos? Precisamos aprender a ser tolerantes, e a amar o diferente. Assim, um dia, poderemos desfrutar, na plenitude, o amor de Deus.

    Deus já falou inúmeras vezes, “cara a cara”, pela Palavra comigo a este respeito. Em nenhuma delas me lançou fora, ao contrário, sempre me abraçou e, embora demorei para entender, sempre me mostra que há um propósito!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *